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Benin | Decreto n.º 7/2001,
de 6 de Fevereiro: Acordo Quadro de Cooperação
Nos termos da alínea c) do n.º
1 do artigo 197.º da Constituição, o Governo
aprova o Acordo Quadro de Cooperação entre a
República Portuguesa e a República do Benin,
assinado em Cotonou em 21 de Junho de 2000, cujas cópias
autenticadas, nas línguas portuguesa e francesa, seguem
em anexo.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de Dezembro
de 2000. - Jaime José Matos da Gama - Jaime José
Matos da Gama - Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho - Joaquim
Augusto Nunes Pina Moura - Eduardo Luís Barreto Ferro
Rodrigues - Mário Cristina de Sousa - Luís
Manuel Capoulas Santos - José Estêvão
Cangarato Sasportes - José Mariano Rebelo Pires Gago.
Assinado em 15 de Janeiro de 2001. Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado
em 18 de Janeiro de 2001.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira
Guterres.
ACORDO QUADRO DE COOPERAÇÃO
ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DO
BENIN
A República Portuguesa, por um
lado, e a República do Benin, por outro, abaixo denominadas
"Partes Contratantes":
Desejosas de desenvolver e de promover
as relações culturais, científicas, técnicas,
económicas e comerciais entre os dois países;
Convencidas da importância e da
necessidade de reforçar os laços de amizade
e de cooperação seculares entre os povos português
a beninense;
Considerando a importância e o papel
das trocas internacionais no processo de desenvolvimento na
era da globalização;
acordaram no que se segue:
CAPÍTULO I
Disposições
gerais
Artigo 1.º
As Partes Contratantes comprometem-se
a proteger, desenvolver e reforçar a cooperação
com base nos princípios da igualdade, no respeito da
soberania a das vantagens recíprocas.
Artigo 2.º
As Partes Contratantes comprometem-se
a tudo implementar para desenvolver e reforçar os laços
de cooperação nos seguintes domínios:
Intercâmbio cultural, científico, técnico
e comercial;
Estudo e realização de projectos de desenvolvimento
económico e social;
Assistência relativamente ao enquadramento técnico
e execução de projectos de desenvolvimento
na luta contra a pobreza;
Criação de empresas mistas industriais e
comerciais (PME);
Formação técnica e profissional;
Intercâmbio de missões de estudo e organização
de seminários de aperfeiçoamento em benefício
das ONG nacionais que actuam na luta contra a pobreza;
Intercâmbio de informação e de documentação;
Cooperação no domínio das pescas e
da investigação oceanográfica;
Participação em feiras nacionais organizadas
por cada uma das Partes Contratantes;
Cooperação no domínio do transporte
marítimo e aéreo.
CAPÍTULO II
Criação de uma comissão
mista de cooperação luso-beninense
Artigo 3.º
Para os efeitos indicados no capítulo
I, é criada uma comissão mista luso-beninense
de cooperação. Esta é composta por representantes
das duas Partes Contratantes.
Artigo 4.º
A comissão mista luso-beninense
de cooperação fica encarregue, em aplicação
do presente Acordo, de examinar os meios de promover a cooperação
nos domínios indicados no artigo 2.º do presente
Acordo.
Artigo 5.º
A comissão mista luso-beninense
de cooperação poderá, em caso de necessidade,
criar comissões ad hoc para o estudo e acompanhamento
de questões específicas de interesse comum.
Artigo 6.º
A comissão mista, cuja coordenação
pertencerá ao Ministério dos Negócios
Estrangeiros de Portugal e ao Ministério dos Negócios
Estrangeiros e da Cooperação do Benin, reunir-se-á
em cada dois anos,
alternadamente na República Portuguesa a na República
do Benin ou quando uma das Partes o solicitar.
Artigo 7.º
Para além dos encontros previstos
no quadro da comissão mista, as Partes Contratantes
comprometem-se a organizar, no plano bilateral, consultas
e encontros regulares com vista ao conhecimento das realidades
respectivas dos dois países e ao estudo de todas as
questões específicas de interesse comum.
CAPÍTULO III
Disposições
finais
Artigo 8.º
O presente Acordo entrará em vigor
na data em que vier a ser recebida a última das notas
através das quais cada uma das Partes comunique à
outra que se encontram cumpridas as formalidades constitucionais
exigidas para o efeito de um lado e de outro.
Artigo 9.º
O presente Acordo é válido
por um período de cinco anos e será automaticamente
prorrogado, salvo se uma das Partes o denunciar por escrito.
Tal denúncia apenas entrará em vigor três
meses após a notificação efectiva feita
à outra Parte.
Artigo 10.º
Em caso de denúncia, as disposições
do presente Acordo continuam a aplicar-se aos programas e
projectos em curso.
Artigo 11.º
Quaisquer litígios quanto à
interpretação ou à aplicação
do presente Acordo serão solucionados pela via diplomática.
Artigo 12.º
O presente Acordo não poderá
ser alterado ou emendado, excepto mediante acordo entre as
Partes.
Feito em Cotonou, a 21 de Junho de 2000,
em quatro originais, dos quais dois em língua portuguesa
e dois em língua francesa, fazendo as duas versões
igualmente fé.
Pela República Portuguesa:
Luís Filipe Marques Amado, Secretário de Estado
dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.
Pela República do Benin:
Kolawolé A. Idji, Ministro dos Negócios Estrangeiros
e da Cooperação.
ACCORD CADRE DE COOPÉRATION
ENTRE LA RÉPUBLIQUE PORTUGAISE ET LA RÉPUBLIQUE
DU BÉNIN
La République portugaise,
d'une part, et la République béninoise, d'autre
part, dénommées ci-après les "Parties
contractantes":
Désireuses de développer
et de promouvoir les relations culturelles, scientifiques,
techniques, économiques et commerciales entre les deux
pays;
Convaincues de l'importance
et de la nécessité de raffermir les liens d'amitié
et de coopération séculaires entre les peuples
portugais et béninois;
Considérant l'importance
et le rôle des échanges internationaux dans le
processus de développement a lère de la mondialisation;
sont convenues de ce qui
suit:
CHAPITRE I
Dispositions générales
Article 1
Les Parties contractantes s'engagent à
protéger, à développer et à renforcer
la coopération sur la base des principes d'égalité,
du respect mutuel de la souveraineté et des avantages
réciproques.
Article 2
Les Parties contractantes s'engagent à
mettre tout en oeuvre pour développer et renforcer
leurs liens de coopération dans les domaines suivants:
Échange culturel, scientifique, technique et commercial;
Études et réalisations des projets de développement
économique et social;
Assistance en matière d'encadrement technique et
d'exécution des projets de développement en
matière de lutte contre la pauvreté;
Création d'entreprises industrielles et commerciales
(PME, PMI);
Formation technique et professionnelle;
Échange des missions d'études et organisation
de séminaires de perfectionnement au profit des ONG
nationales agissant dans le domaine de la lutte contre la
pauvreté;
Échange d'information et de documentation;
Coopération dans le domaine de la pêche et
de la recherche océanographique;
Participation aux foires nationales organisées par
chaque Partie contractante;
Coopération dans le domaine du transport maritime
et aérien.
CHAPITRE II
Création d'une commission mixte
de coopération luso-béninoise
Article 3
Aux fins indiquées au chapitre
I, il est crée une commission mixte de coopération
luso-béninoise. Elle est composé des représentants
des deux Parties contractants.
Article 4
La commission mixte de coopération
luso-béninoise est chargée, en application du
présent Accord, d'examiner les moyens de promouvoir
la coopération dans les domaines indiqués à
l'article 2 du présent Accord.
Article 5
La commission mixte de coopération
luso-béninoise peut, en cas de besoin, instituer des
commissions ad hoc pour l'étude et le suivi des questions
spécifiques d'intérêt commun.
Article 6
La commission mixte dont la coordination
relève du Ministère des Affaires etrangères
de la République portugaise et du Ministère
des Affaires Etrangères et de la Coopération
de la République du Bénin, se réunira
tous les deux ans, alternativement en République portugaise
et en République du Bénin et chaque fois que
l'une des Parties en fera la demande.
Article 7
En sus des rencontres prévues dans
le cadre de la commission mixte, les Parties contractantes
s'engagent également à organiser, sur le plan
bilatéral, des consultations et des rencontres régulières
ayant pour objectif la connaissance des réalités
respectives des deux pays et l'étude des questions
spécifiques d'intérêt commun.
CHAPITRE III
Dispositions finales
Article 8
Le présent Accord entrera en vigueur
à la date de réception de la dernière
notification par laquelle chacune des Parties communique à
l'autre l'accomplissement des formalités constitutionnelles
requises de part et d'autre.
Article 9
La validité du présent Accord
est de cinq ans renouvelables par tacite reconduction sauf
dénonciation par écrit par l'une des Parties
contractantes.
Cette dénonciation ne prendra effet que trois mois
après notification effective à l'autre Partie
contractante.
Article 10
En cas de dénonciation, les dispositions
du présent Accord restent applicables aux programmes
et aux projets en cours d'exécution.
Article 11
Tout différend relatif à
l'interprétation ou à l'application du présent
Accord sera réglé par voie diplomatique.
Article 12
Le présent Accord ne peut être
modifié ou amendé que d'un commun accord.
Fait à Cotonou, le 21 Juin 2000, en quatre originaux,
dont deux en langue portugaise et deux en langue française,
chaque version faisant également foi.
Pour la République portugaise:
Luís Filipe Marques Amado, Secrétaire d'Etat
aux Affaires Etrangères et à la Coopération.
Pour la République du Bénin:
Kolawolé A. Idji, Ministre des Affaires Etrangères
et de la Coopération.
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