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Suíça | Decreto n.º 1/91, de 7 de Janeiro:
Acordo sobre Tratamento Recíproco em Matéria
de Autorização de Residência
Nos termos da alínea c) do n.º
1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo
decreta o seguinte:
Artigo ÚNICO
É aprovado o Acordo, por troca
de notas, concluído em Berna, em 12 de Abril de 1990,
entre Portugal e a Suíça, Relativo ao Tratamento
Recíproco dos Portugueses e Suíços em
Matéria de Autorização de Residência,
cujos textos originais, na língua portuguesa e na língua
francesa, seguem em anexo ao presente decreto.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 30 de Agosto
de 1990. - Aníbal António Cavaco Silva - Manuel
Pereira - João de Deus Rogado Salvador Pinheiro -
José Albino da Silva Peneda.
Assinado em 11 de Dezembro de 1990. Publique-se.
O Presidente da República, MÁRIO SOARES.
Referendado em 16 de Dezembro de 1990.
O Primeiro-Ministro, Aníbal António Cavaco
Silva.
Instituto de Apoio à Emigração e às
Comunidades Portuguesas.
A Presidente.
Berna, 12 de Abril de 1990.
Exmo. Sr. Klaus Hug, Presidente da Delegação
Suíça na 2.ª Reunião Bilateral de
Peritos Portugueses e Suíços - Berna:
Sr. Presidente:
Na ocasião da 2.ª reunião
bilateral de peritos Portugal-Suíça sobre as
questões relativas ao emprego de trabalhadores portugueses
na Suíça, que teve lugar em Berna, de 9 a 12
de Abril de 1990, tenho a honra de levar ao conhecimento de
V. Ex.ª o acordo do meu Governo relativamente ao tratamento
administrativo dos nacionais de um país no outro país,
após uma residência regular e ininterrupta de
cinco anos.
1 - Os cidadãos suíços
que tenham residido em Portugal, regular e ininterruptamente,
pelo período de cinco anos poderão obter, por
um lado, o direito incondicional e de duração
indeterminada de residirem em todo o território português
e, por outro, o direito de mudar de domicílio, de empregador
ou de profissão, incluindo o exercício de actividade
independente, salvo no que se refere às profissões
legalmente reservadas aos cidadãos portugueses.
Igualmente poderão mudar livremente de uma actividade
assalariada para uma actividade independente e vice-versa.
Os cidadãos suíços obtêm, a seu
pedido um título de residência válido
por 10 anos, renovável automaticamente por períodos
idênticos.
As permanências temporárias em Portugal justificadas
por estudo, estágio ou tratamento médico não
são consideradas para efeitos do cálculo do
período de cinco anos acima referido.
O cumprimento do serviço militar obrigatório
ou do serviço cívico não interrompe o
período de residência exigido para a concessão
do título de residência acima referido. Igualmente,
as ausências de Portugal inferiores a seis meses não
são consideradas interrupções ao período
de residência se, durante este lapso de tempo, o cidadão
suíço conservar em Portugal o centro dos seus
interesses familiares ou profissionais.
Cessa o direito ao título de residência se o
seu titular declarar a saída definitiva de Portugal,
ou após a ausência deste país superior
a seis meses. Mediante requerimento apresentado antes de findo
o período de seis meses, este período poderá
ser prolongado até dois anos.
2 - Os cidadãos portugueses, após cinco anos
de residência regular e ininterrupta na Suíça,
poderão obter uma autorização de residência
prevista no artigo 6.º da lei federal de 26 de Março
de 1931, relativa à permanência e residência
de estrangeiros.
Esta autorização confere, por um lado, o direito
incondicional e de duração indeterminada de
residir em todo o território suíço e,
por outro, o direito de mudar de domicílio, de empregador
ou de profissão, incluindo o exercício de actividade
independente, salvo no que se refere às profissões
legalmente reservadas aos cidadãos suíços.
Igualmente confere o direito de mudar livremente de uma actividade
assalariada para uma actividade independente e vice-versa.
Os cidadãos portugueses obtêm, a seu pedido,
um título de residência de tipo C, automaticamente
renovável, nos termos da supracitada lei federal.
As permanências temporárias na Suíça,
justificadas por estudo, estágio ou tratamento médico,
não são consideradas para efeitos do cálculo
do período de cinco anos acima referido.
O cumprimento do serviço militar obrigatório
ou do serviço cívico não interrompe o
período de residência exigido para a concessão
do título de residência supracitado. Igualmente
as ausências da Suíça inferiores a seis
meses não são consideradas como interrupções
ao período de residência se, durante este lapso
de tempo, o cidadão português conservar na Suíça
o centro dos seus interesses familiares ou profissionais.
Cessa o direito ao título de residência se o
seu titular declarar a saída definitiva da Suíça
ou após a ausência do país superior a
seis meses.
Mediante requerimento apresentado antes de findo o período
de seis meses, este período poderá ser prolongado
até dois anos.
Aceitando V. Ex.ª as disposições acima
enunciadas, tenho a honra de propor que a presente carta e
a respectiva resposta constituam um Acordo entre Portugal
e a Suíça relativo ao tratamento administrativo
dos nacionais portugueses e suíços que sejam
residentes, regular e ininterruptamente, pelo período
de cinco anos, no território do outro Estado.
Este Acordo entrará em vigor no dia 1 de Julho de 1990,
logo que cada uma das Partes faça comunicar à
outra Parte o cumprimento dos requisitos constitucionais exigidos.
Poderá o mesmo Acordo vir a ser denunciado por qualquer
das Partes, mediante pré-aviso de seis meses.
Queira V. Ex.ª aceitar os protestos
da minha mais elevada consideração.
Maria Rita Andrade Gomes.
Office Fédéral de l'Industrie
des Arts et Métiers et du Travail.
Le Directeur.
Berne, le 12 avril 1990.
Madame Maria Rita Andrade Gomes, Présidente
de la Délégation portugaise à la 2ème
réunion du Groupe d'experts portugais et suisses -
Berne
Madame la Présidente:
J'ai l'honneur d'accuser réception
de votre lettre en date de ce jour, qui a la teneur suivante:
À l'occasion de la 2ème réunion d'experts
portugais et suisses sur les questions relatives à
l'emploi de travailleurs portugais en Suisse, qui s'est tenue
à Berne du 9 au 12 avril 1990, j'ai l'honneur de vous
communiquer l'accord de mon Gouvernement concernant le traitement
administratif des ressortissants d'un pays dans l'autre après
une résidence régulière et ininterrompue
de cinq ans.
1 - Les ressortissants suisses justifiant
d'une résidence régulière et ininterrompue
au Portugal de cinq ans ont, d'une part, le droit inconditionnel
et de durée indéterminée de résider
sur tout le territoire portugais, d'autre part, le droit de
changer de domicile, d'employeur et de profession, y compris
celui d'exercer une activité indépendante, sauf
en ce qui concerne les professions légalement réservées
aux citoyens portugais, et de passer librement d'une activité
salariée à une activité indépendante
ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
d'une durée de validité de dix ans, automatiquement
renouvelable pour des périodes identiques.
Les séjours temporaires effectués au Portugal
à des fins d'études, de stages e de cures médicales
ne sont pas pris en compte dans le calcul des cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou d'un
service social de remplacement n'interrompt pas le séjour
ouvrant le droit au titre de résidence. La période
de séjour n'est pas non plus interrompue par des absences
inférieures à six mois si, durant ce laps de
temps, le ressortissant suisse conserve au Portugal le centre
de ses intérêts familiaux et professionnels.
Le droit au titre de résidence prend fin lorsque le
départ définitif est annoncé ou après
une absence du Portugal de six mois. Sur demande présentée
avant l'échéance du délai de six mois,
celui-ci peut être prolongé jusqu'à deux
ans.
2 - Les ressortissants portugais justifiant d'une résidence
régulière et ininterrompue en Suisse de cinq
ans reçoivent une autorisation d'établissement
au sens de l'article 6 de la loi fédérale du
26 mars 1931 sur le séjour et l'établissement
des étrangers. Cette autorisation leur donne, d'une
part, le droit inconditionnel et de durée indéterminée
de résider sur tout le territoire suisse, d'autre part,
le droit de changer de domicile, d'employeur et de profession,
y compris celui d'exercer une activité indépendante,
sauf en ce qui concerne les professions légalement
réservées aux citoyens suisses, et de passer
librement d'une activité salariée à une
activité indépendante ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
de type C, automatiquement renouvelable conformément
à la loi précitée. Les séjours
temporaires effectués en Suisse à des fins d'études,
de stages et de cures médicales ne sont pas pris en
compte dans le calcul des cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou du service
social de remplacement n'interrompt pas le séjour ouvrant
le droit à l'autorisation d'établissement. La
période de séjour n'est pas non plus interrompue
par des absences inférieures à six mois si,
durant ce laps de temps, le ressortissant portugais conserve
en Suisse le centre de ses intérêts familiaux
et professionnels.
Le droit à l'autorisation d'établissement prend
fin lorsque le départ définitif est annoncé
ou après une absence de Suisse de six mois. Sur demande
présentée avant l'échéance du
délai de six mois, celui-ci peut être prolongé
jusqu'à deux ans.
Si vous êtes prêt à accepter les dispositions
énoncées ci-dessus, j'ai l'honneur de vous proposer
que la présente lettre et votre réponse constituent
un Accord entre le Portugal et la Suisse sur le traitement
administratif des ressortissants portugais et suisses ayant
résidé d'une manière régulière
et interrompue pendant cinq ans sur le territoire de l'autre
État.
Le dit Accord entrera en vigueur le 1er juillet 1990, après
que chacune des parties aura communiqué l'autre que
les exigences constitutionnelles requises sont accomplies.
Il pourra être dénoncé par chacune des
parties moyennant un préavis de six mois.
J'ai l'honneur de vous faire part de l'accord de mon Gouvernement
sur ce qui précède.
Veuillez agréer, Madame la Présidente, l'assurance
de ma haute considération.
Klaus Hug.
Le Conseil Fédéral Suisse
fait savoir par les présentes qu'il a désigné:
Messieurs:
Klaus Hug, directeur de l'Office fédéral
de l'industrie, des arts et métiers et du travail (OFIAMT)
(chef de la délégation);
Alexandre Hunziker, directeur de l'Office
fédéral des étrangers (suppléant
du chef de la délégation);
Dieter Grossen, sous-directeur de l'OFIAMT,
chef de la division du marché du travail;
Jean-Jacques Elmiger, chef du service
des affaires internationales de l'OFIAMT;
Michel Fornerod, chef de la section des
affaires internationales et intégration de l'Office
fédéral des étrangers;
Thierry Mauron, économiste auprès
de la division du marché du travail de l'OFIAMT;
Jean François Kammer, adjoint diplomatique
de la Direction politique, Département des affaires
étrangères;
en qualité de délégués
de la Suisse à la deuxième réunion du
Groupe d'experts portugais et suisses sur les questions relatives
à l'emploi des travailleurs portugais en Suisse, qui
se réunira à Berne du 9 au 12 avril 1990, et
qu'il a autorisé le chef de la délégation,
ou son suppléant, à signer, sous réserve
de ratification, une note diplomatique ou un échange
de lettres valant traité bilatéral entre la
Suisse et la République du Portugal, portant sur la
réduction de 10 à 5 ans, pour les ressortissants
portugais, du délai pour l'obtention du permis d'établissement
en Suisse, sous réserve de réciprocité,
ainsi qu'un accord bilatéral relatif à l'échange
des stagiaires.
En foi de quoi, les présentes ont été
signées par le Président et le Chancelier de
la Confédération suisse et munies du sceau du
Conseil fédéral.
Berne, le 28 mars 1990.
Au nom du Conseil Fédéral
Suisse:
Le Président de la Confédération:
A. Koll.
Le Chancelier de la Confédération:
(Signature illisible.)
2.ª Reunião do Grupo de Peritos
Portugueses e Suíços sobre as
Questões Relativas ao Emprego dos Trabalhadores
Portugueses na Suíça
Extracto de acta
No decurso da presente reunião
do Grupo de Peritos sobre as Questões Relativas ao
Emprego de Trabalhadores Portugueses na Suíça,
que teve lugar em Berna de 9 a 12 de Abril de 1990, as duas
delegações, no ponto 3 da ordem de trabalhos,
estabeleceram o seguinte Acordo, sob a forma de troca de cartas:
Instituto de Apoio à Emigração e às
Comunidades Portuguesas.
A Presidente.
Berna.
Exmo. Sr. Klaus Hug, Presidente da Delegação
Suíça na 2.ª Reunião Bilateral de
Peritos Portugal-Suíça - Berna:
Sr. Presidente:
Na ocasião da 2.ª reunião
bilateral de Peritos Portugal-Suíça sobre as
questões relativas ao emprego de trabalhadores portugueses
na Suíça, que teve lugar em Berna, de 9 a 12
de Abril de 1990, tenho a honra de levar ao conhecimento de
V. Ex.ª o acordo do meu Governo relativamente ao tratamento
administrativo dos nacionais de um país no outro país,
após uma residência regular e ininterrupta de
cinco anos.
1 - Os cidadãos suíços
que tenham residido em Portugal, regular e ininterruptamente,
pelo período de cinco anos poderão obter, por
um lado, o direito incondicional e de duração
indeterminada de residirem em todo o território português
e, por outro, o direito de mudar de domicílio, de empregador
ou de profissão, incluindo o exercício de actividade
independente, salvo no que se refere às profissões
legalmente reservadas aos cidadãos portugueses.
Igualmente poderão mudar livremente de uma actividade
assalariada para uma actividade independente e vice-versa.
Os cidadãos suíços obtêm, a seu
pedido, um título de residência válido
por 10 anos, renovável automaticamente por períodos
idênticos.
As permanências temporárias em Portugal justificadas
por estudo, estágio ou tratamento médico não
são consideradas para efeitos do cálculo do
período de cinco anos acima referido.
O cumprimento do serviço militar obrigatório
ou do serviço cívico ou as ausências de
Portugal que não ultrapassem seis meses não
interrompem o período de residência exigido para
a concessão do título de residência acima
referido. Igualmente, as ausências de Portugal inferiores
a seis meses não são consideradas interrupções
ao período de residência se, durante este lapso
de tempo, o cidadão suíço conservar em
Portugal o centro dos seus interesses familiares ou profissionais.
Cessa o direito ao título de residência se o
seu titular declarar a saída definitiva de Portugal,
ou após a ausência deste país superior
a seis meses consecutivos, período que poderá
ser prolongado até dois anos, a solicitação
do interessado, mediante apresentação do respectivo
requerimento, com a antecedência mínima de seis
meses.
2 - Os cidadãos portugueses, após
cinco anos de residência regular e ininterrupta na Suíça,
poderão obter uma autorização de residência
prevista no artigo 6.º da lei federal de 26 de Março
de 1931, relativa à permanência e residência
de estrangeiros.
Esta autorização confere o direito incondicional
e de duração indeterminada de, por um lado,
residir em todo o território suíço e,
por outro, de mudar de domicílio, de empregador ou
de profissão, incluindo o exercício de actividade
independente, salvo no que se refere às profissões
legalmente reservadas aos cidadãos suíços.
Igualmente confere o direito de mudar livremente de uma actividade
assalariada para uma actividade independente e vice-versa.
Os cidadãos portugueses obtêm, a seu pedido,
um título de residência de tipo C, automaticamente
renovável, nos termos da supracitada lei federal.
As permanências temporárias na Suíça,
justificadas por estudo, estágio ou tratamento médico,
não são consideradas para efeitos do cálculo
do período de cinco anos acima referido.
O cumprimento do serviço militar obrigatório
ou do serviço cívico não interrompe o
período de residência exigido para a concessão
do título de residência supracitado. Igualmente
as ausências da Suíça inferiores a seis
meses não são consideradas como interrupções
ao período de residência se, durante este lapso
de tempo, o cidadão português conservar na Suíça
o centro dos seus interesses familiares ou profissionais.
Cessa o direito ao título de residência se o
seu titular declarar a saída definitiva da Suíça
ou após a ausência do país superior a
seis meses consecutivos, período que poderá
ser prolongado até dois anos, a solicitação
do interessado, mediante a apresentação do respectivo
requerimento, com a antecedência mínima de seis
meses.
Aceitando V. Ex.ª as disposições acima
enunciadas, tenho a honra de propor que a presente carta e
a respectiva resposta constituam um Acordo entre Portugal
e a Suíça relativo ao tratamento administrativo
dos nacionais portugueses e suíços residentes,
regular e ininterruptamente, pelo período de cinco
anos, no território do outro Estado.
Este Acordo entrará em vigor no dia 1 de Julho de 1990,
logo que cada uma das Partes faça comunicar à
outra Parte o cumprimento dos requisitos constitucionais exigidos.
Poderá o mesmo Acordo vir a ser denunciado por qualquer
das Partes, mediante pré-aviso de seis meses.
Queira V. Ex.ª aceitar os protestos
da minha mais elevada consideração.
Maria Rita Andrade Gomes.
"Office" Federal da Indústria,
Artes e Ofícios do Trabalho.
O Director.
Berna.
Exma. Sr.ª Dr.ª Maria Rita Andrade
Gomes, Presidente da Delegação Portuguesa na
2.ª Reunião Bilateral de Peritos Portugal-Suíça
- Berna:
Sr.ª Presidente:
Tenho a honra de acusar a recepção da carta
de V. Ex.ª desta data, com o seguinte teor:
Na ocasião da 2.ª reunião bilateral de
peritos Portugal-Suíça sobre as questões
relativas ao emprego de trabalhadores portugueses na Suíça,
que teve lugar em Berna, de 9 a 12 de Abril de 1990, tenho
a honra de levar ao conhecimento de V. Ex.ª o acordo
do meu Governo relativamente ao tratamento administrativo
dos nacionais de um país no outro país, após
uma residência regular e ininterrupta de cinco anos.
1 - Os cidadãos suíços
que tenham residido em Portugal, regular e ininterruptamente,
pelo período de cinco anos poderão obter o direito
incondicional e de duração indeterminada de,
por um lado, residir em todo o território português
e, por outro, de mudar de domicílio, de empregador
ou de profissão, incluindo o exercício de actividade
independente, salvo no que se refere às profissões
legalmente reservadas aos cidadãos portugueses.
Igualmente poderão mudar livremente de uma actividade
assalariada para uma actividade independente e vice-versa.
Os cidadãos suíços obtêm, a seu
pedido, um título de residência válido
por 10 anos, renovável automaticamente por períodos
idênticos.
As permanências temporárias em Portugal justificadas
por estudo, estágio, ou tratamento médico não
são consideradas para efeitos do cálculo do
período de cinco anos acima referido.
O cumprimento do serviço militar obrigatório
ou do serviço cívico ou as ausências de
Portugal que não ultrapassem seis meses não
interrompem o período de residência exigido para
a concessão do título de residência acima
referido.
Cessa o direito ao título de residência se o
seu titular declarar a saída definitiva de Portugal,
ou após a ausência deste país superior
a seis meses consecutivos, período que poderá
ser prolongado até dois anos, a solicitação
do interessado, mediante apresentação do respectivo
requerimento, com a antecedência mínima de seis
meses.
2 - Os cidadãos portugueses, após cinco anos
de residência regular e ininterrupta na Suíça,
poderão obter uma autorização de residência
prevista no artigo 6.º da lei federal de 26 de Março
de 1931, relativa à permanência e residência
de estrangeiros.
Esta autorização confere o direito incondicional
e de duração indeterminada de, por um lado,
residir em todo o território suíço e,
por outro, de mudar de domicílio, de empregador ou
de profissão, incluindo o exercício de actividade
independente, salvo no que se refere às profissões
legalmente reservadas aos cidadãos suíços.
Igualmente confere o direito de mudar livremente de uma actividade
assalariada para uma actividade independente e vice-versa.
Os cidadãos portugueses obtêm, a seu pedido,
um título de residência de tipo C, automaticamente
renovável, nos termos da supracitado lei federal.
As permanências temporárias na Suíça,
justificadas por estudo, estágio ou tratamento médico,
não são consideradas para efeitos do cálculo
do período de cinco anos acima referido.
O cumprimento do serviço militar obrigatório
ou do serviço cívico não interrompe o
período de residência exigido para a concessão
do título de residência supracitado. Igualmente
as ausências da Suíça inferiores a seis
meses não são consideradas como interrupções
ao período de residência se, durante este lapso
de tempo, o cidadão português conservar na Suíça
o centro dos seus interesses familiares ou profissionais.
Cessa o direito ao título de residência se o
seu titular declarar a saída definitiva da Suíça
ou após a ausência do país superior a
seis meses consecutivos, período que poderá
ser prolongado até dois anos, a solicitação
do interessado, mediante a apresentação do respectivo
requerimento, com a antecedência mínima de seis
meses.
Aceitando V. Ex.ª as disposições acima
enunciadas, tenho a honra de propor que a presente carta e
a respectiva resposta constituam um Acordo entre Portugal
e a Suíça relativo ao tratamento administrativo
dos nacionais portugueses e suíços residentes,
regular e ininterruptamente, pelo período de cinco
anos, no território do outro Estado.
Este Acordo entrará em vigor no dia 1 de Julho de 1990,
logo que cada uma das Partes faça comunicar à
outra Parte o cumprimento dos requisitos constitucionais exigidos.
Poderá o mesmo Acordo vir a ser denunciado por qualquer
das Partes, mediante pré-aviso de seis meses.
Tenho a honra de levar ao conhecimento
de V. Ex.ª a concordância do meu Governo relativamente
ao que antecede.
Queira V. Ex.ª aceitar os protestos da minha mais elevada
consideração.
Klaus Hug.
Le Conseil Fédéral Suisse fait savoir, par les
présentes, qu'il a désigné:
Messieurs:
Klaus Hug, directeur de l'Office fédéral
de l'industrie, des arts et métiers et du travail (OFIAMT)
(chef de la délégation);
Alexandre Hunziker, directeur de l'Office fédéral
des étrangers (suppléant du chef de la délégation);
Dieter Grossen, sous-directeur de l'OFIAMT, chef de la division
du marché du travail;
Jean-Jacques Elmiger, chef du service des affaires internationales
de l'OFIAMT;
Michel Fornerod, chef de la section des affaires internationales
et intégration de l'Office fédéral des
étrangers;
Thierry Mauron, économiste auprès de la division
du marché du travail de l'OFIAMT;
Jean François Kammer, adjoint diplomatique de la Direction
politique, Département des affaires étrangères;
en qualité de délégués de la Suisse
à la 2ème réunion du Groupe d'experts
portugais et suisses sur les questions relatives à
l'emploi des travailleurs portugais en Suisse, qui se réunira
à Berne du 9 au 12 avril 1990, et qu'il a autorisé
le chef de la délégation, ou son suppléant,
à signer, sous réserve de ratification, une
note diplomatique ou un échange de lettres valant traité
bilatéral entre la Suisse et la République du
Portugal, portant sur la réduction de 10 à 5
ans, pour les ressortissants portugais, du délai pour
l'obtention du permis d'établissement en Suisse, sous
réserve de réciprocité, ainsi qu'un accord
bilatéral relatif à l'échange des stagiaires.
En foi de quoi, les présentes ont été
signées par le Président et le Chancelier de
la Confédération suisse et munies du sceau du
Conseil fédéral.
Berne, le 28 mars 1990.
Au nom du Conseil Fédéral Suisse:
Le Président de la Confédération:
A. Koll.
Le Chancelier de la Confédération:
(Signature illisible.)
2ème réunion du Groupe d'experts portugais et
suisses sur les
questions relatives à l'emploi de travailleurs
portugais en Suisse
Extrait du procès-verbal
Durant la présente réunion du Groupe d'experts
sur les questions relatives à l'emploi de travailleurs
portugais en Suisse, qui s'est tenue à Berne du 9 au
12 avril 1990, les deux Délégations sont convenues,
sous point 3 de l'ordre du jour, de l'accord suivant, rédigé
en la forme d'un échange de lettres:
Instituto de Apoio à Emigração e às
Comunidades Portuguesas.
La Présidente.
Berne.
Monsieur Klaus Hug, Président de
la Délégation suisse à la 2ème
réunion du Groupe d'experts portugais et suisses -
Berne:
Monsieur le Président:
À l'occasion de la 2ème
réunion d'experts portugais et suisses sur les questions
relatives à l'emploi de travailleurs portugais en Suisse,
qui s'est tenue à Berne du 9 au 12 avril 1990, j'ai
l'honneur de vous communiquer l'accord de mon Gouvernement
concernant le traitement administratif des ressortissants
d'un pays dans l'autre après une résidence régulière
et ininterrompue de cinq ans.
1 - Les ressortissants suisses justifiant d'une résidence
régulière et ininterrompue au Portugal de cinq
ans ont, d'une part, le droit inconditionnel et de durée
indéterminée de résider sur tout le territoire
portugais, d'autre part, le droit de changer de domicile,
d'employeur et de profession, y compris celui d'exercer une
activité indépendante, sauf en ce qui concerne
les professions légalement réservées
aux citoyens portugais, et de passer librement d'une activité
salariée à une activité indépendante
ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
d'une durée de validité de dix ans, automatiquement
renouvelable pour des périodes identiques.
Les séjours temporaires effectués au Portugal
à des fins d'études, de stages e de cures médicales
ne sont pas pris en compte dans le calcul des cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou d'un
service social de remplacement n'interrompt pas le séjour
ouvrant le droit au titre de résidence. La période
de séjour n'est pas non plus interrompue par des absences
inférieures à six mois si, durant ce laps de
temps, le ressortissant suisse conserve au Portugal le centre
de ses intérêts familiaux et professionnels.
Le droit au titre de résidence prend fin lorsque le
départ définitif est annoncé ou après
une absence du Portugal de six mois. Sur demande présentée
avant l'échéance du délai de six mois,
celui-ci peut être prolongé jusqu'à deux
ans.
2 - Les ressortissants portugais justifiant d'une résidence
régulière et ininterrompue en Suisse de cinq
ans reçoivent une autorisation d'établissement
au sens de l'article 6 de la loi fédérale du
26 mars 1931 sur le séjour et l'établissement
des étrangers. Cette autorisation leur donne, d'une
part, le droit inconditionnel et de durée indéterminée
de résider sur tout le territoire suisse, d'autre part,
le droit de changer de domicile, d'employeur et de profession,
y compris celui d'exercer une activité indépendante,
sauf en ce qui concerne les professions légalement
réservées aux citoyens suisses, et de passer
librement d'une activité salariée à une
activité indépendante ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
de type C, automatiquement renouvelable conformément
à la loi précitée. Les séjours
temporaires effectués en Suisse à des fins d'études,
de stages et de cures médicales ne sont pas pris en
compte dans le calcul des cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou du service
social de remplacement n'interrompt pas le séjour ouvrant
le droit à l'autorisation d'établissement. La
période de séjour n'est pas non plus interrompue
par des absences inférieures à six mois si,
durant ce laps de temps, le ressortissant portugais conserve
en Suisse le centre de ses intérêts familiaux
et professionnels.
Le droit à l'autorisation d'établissement prend
fin lorsque le départ définitif est annoncé
ou après une absence de Suisse de six mois. Sur demande
présentée avant l'échéance du
délai de six mois, celui-ci peut être prolongé
jusqu'à deux ans.
Si vous êtes prêt à accepter les dispositions
énoncées ci-dessus, j'ai l'honneur de vous proposer
que la présente lettre et votre réponse constituent
un Accord entre le Portugal et la Suisse sur le traitement
administratif des ressortissants portugais et suisses ayant
résidé d'une manière régulière
et ininterrompue pendant cinq ans sur le territoire de l'autre
État. Le dit Accord entrera en vigueur le 1er juillet
1990, après que chacune des parties aura communiqué
à l'autre que les exigences constitutionnelles requises
sont accomplies. Il pourra être dénoncé
par chacune des parties moyennant un préavis de six
mois.
Veuillez agréer, Monsieur le Président, l'assurance
de ma haute considération.
Madame Maria Rita Andrade Gomes.
Office Fédéral de l'Industrie des Arts et Métiers
et du Travail.
Le Directeur.
Berne.
Madame Maria Rita Andrade Gomes, Présidente
de la Délégation portugaise à la 2ème
réunion du Groupe d'experts portugais et suisses -
Berne:
Madame la Présidente:
J'ai l'honneur d'accuser réception
de votre lettre en date de ce jour, qui a la teneur suivante:
À l'occasion de la 2ème réunion d'experts
portugais et suisses sur les questions relatives à
l'emploi de travailleurs portugais en Suisse, qui s'est tenue
à Berne du 9 au 12 avril 1990, j'ai l'honneur de vous
communiquer l'accord de mon Gouvernement concernant le traitement
administratif des ressortissants d'un pays dans l'autre après
une résidence régulière et ininterrompue
de cinq ans.
1 - Les ressortissants suisses justifiant d'une résidence
régulière et ininterrompue au Portugal de cinq
ans ont, d'une part, le droit inconditionnel et de durée
indéterminée de résider sur tout le territoire
portugais, d'autre part, le droit de changer de domicile,
d'employeur et de profession, y compris celui d'exercer une
activité indépendante, sauf en ce qui concerne
les professions légalement réservées
aux citoyens portugais, et de passer librement d'une activité
salariée à une activité indépendante
ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
d'une durée de validité de dix ans, automatiquement
renouvelable pour des périodes identiques.
Les séjours temporaires effectués au Portugal
à des fins d'études, de stages et de cures médicales
ne sont pas pris en compte dans le calcul des cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou d'un
service social de remplacement n'interrompt pas le séjour
ouvrant le droit au titre de résidence. La période
de séjour n'est pas non plus interrompue par des absences
inférieures à six mois si, durant ce laps de
temps, le ressortissant suisse conserve au Portugal le centre
de ses intérêts familiaux et professionnels.
Le droit au titre de résidence prend fin lorsque le
départ définitif est annoncé ou après
une absence du Portugal de six mois. Sur demande présentée
avant l'échéance du délai de six mois,
celui-ci peut être prolongé jusqu'à deux
ans.
2 - Les ressortissants portugais justifiant d'une résidence
régulière et ininterrompue en Suisse de cinq
ans reçoivent une autorisation d'établissement
au sens de l'article 6 de la loi fédérale du
26 mars 1931 sur le séjour et l'établissement
des étrangers. Cette autorisation leur donne, d'une
part, le droit inconditionnel et de durée indéterminée
de résider sur tout le territoire suisse, d'autre part,
le droit de changer de domicile, d'employeur et de profession,
y compris celui d'exercer une activité indépendante,
sauf en ce qui concerne les professions légalement
réservées aux citoyens suisses, et de passer
librement d'une activité salariée à une
activité indépendante ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
de type C, automatiquement renouvelable conformément
à la loi précitée. Les séjours
temporaires effectués en Suisse à des fins d'études,
de stages et de cures médicales ne sont pas pris en
compte dans le calcul de cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou du service
social de remplacement n'interrompt pas le séjour ouvrant
le droit à l'autorisation d'établissement. La
période de séjour n'est pas non plus interrompue
par des absences inférieures à six mois si,
durant ce laps de temps, le ressortissant portugais conserve
en Suisse le centre de ses intérêts familiaux
et professionnels.
Le droit à l'autorisation d'établissement prend
fin lorsque le départ définitif est annoncé
ou après une absence de Suisse de six mois. Sur demande
présentée avant l'échéance du
délai de six mois, celui-ci peut être prolongé
jusqu'à deux ans.
Si vous êtes prêt à accepter les dispositions
énoncées ci-dessus, j'ai l'honneur de vous proposer
que la présente lettre et votre réponse constituent
un Accord entre le Portugal et la Suisse sur le traitement
administratif des ressortissants portugais et suisses ayant
résidé d'une manière régulière
et ininterrompue pendant cinq ans sur le territoire de l'autre
État. Le dit Accord entrera en vigueur le 1er juillet
1990, après que chacune des parties aura communiqué
à l'autre que les exigences constitutionnelles requises
sont accomplies. Il pourra être dénoncé
par chacune des parties moyennant un préavis de six
mois.
J'ai l'honneur de vous faire part de l'accord de mon Gouvernement
sur ce qui précède.
Veuillez agréer, Madame la Présidente, l'assurance
de ma haute considération.
Klaus Hug.
Berne, le 12 avril 1990.
Le Chef de la délégation
portugaise:
Madame Maria Rita Andrade Gomes.
Le Chef de la délégation
suisse:
Klaus Hug.
Office Fédéral de l'Industrie
des Arts et Métiers et du Travail.
Le Directeur.
Berne, le 12 avril 1990.
Madame Maria Rita Andrade Gomes, Présidente
de la Délégation portugaise à la 2ème
réunion du Groupe d'experts portugais et suisses -
Berne:
Madame la Présidente:
J'ai l'honneur d'accuser réception
de votre lettre en date de ce jour, qui a la teneur suivante:
À l'occasion de la 2ème réunion d'experts
portugais et suisses sur les questions relatives à
l'emploi de travailleurs portugais en Suisse, qui s'est tenue
à Berne du 9 au 12 avril 1990, j'ai l'honneur de vous
communiquer l'accord de mon Gouvernement concernant le traitement
administratif des ressortissants d'un pays dans l'autre après
une résidence régulière et ininterrompue
de cinq ans.
1 - Les ressortissants suisses justifiant d'une résidence
régulière et ininterrompue au Portugal de cinq
ans ont, d'une part, le droit inconditionnel et de durée
indéterminée de résider sur tout le territoire
portugais, d'autre part, le droit de changer de domicile,
d'employeur et de profession, y compris celui d'exercer une
activité indépendante, sauf en ce qui concerne
les professions légalement réservées
aux citoyens portugais, et de passer librement d'une activité
salariée à une activité indépendante
ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
d'une durée de validité de dix ans, automatiquement
renouvelable pour des périodes identiques.
Les séjours temporaires effectués au Portugal
à des fins d'études, de stages et de cures médicales
ne sont pas pris en compte dans le calcul des cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou d'un
service social de remplacement n'interrompt pas le séjour
ouvrant le droit au titre de résidence. La période
de séjour n'est pas non plus interrompue par des absences
inférieures à six mois si, durant ce laps de
temps, le ressortissant suisse conserve au Portugal le centre
de ses intérêts familiaux et professionnels.
Le droit au titre de résidence prend fin lorsque le
départ définitif est annoncé ou après
une absence du Portugal de six mois. Sur demande présentée
avant l'échéance du délai de six mois,
celui-ci peut être prolongé jusqu'à deux
ans.
2 - Les ressortissants portugais justifiant d'une résidence
régulière et ininterrompue en Suisse de cinq
ans reçoivent une autorisation d'établissement
au sens de l'article 6 de la loi fédérale du
26 mars 1931 sur le séjour et l'établissement
des étrangers. Cette autorisation leur donne, d'une
part, le droit inconditionnel et de durée indéterminée
de résider sur tout le territoire suisse, d'autre part,
le droit de changer de domicile, d'employeur et de profession,
y compris celui d'exercer une activité indépendante,
sauf en ce qui concerne les professions légalement
réservées aux citoyens suisses, et de passer
librement d'une activité salariée à une
activité indépendante ou vice-versa.
Ils obtiennent, à leur demande, un titre de résidence
de type C, automatiquement renouvelable conformément
à la loi précitée. Les séjours
temporaires effectués en Suisse à des fins d'études,
de stages et de cures médicales ne sont pas pris en
compte dans le calcul des cinq ans.
L'accomplissement du service militaire obligatoire ou du service
social de remplacement n'interrompt pas le séjour ouvrant
le droit à l'autorisation d'établissement. La
période de séjour n'est pas non plus interrompue
par des absences inférieures à six mois si,
durant ce laps de temps, le ressortissant portugais conserve
en Suisse le centre de ses intérêts familiaux
et professionnels.
Le droit à l'autorisation d'établissement prend
fin lorsque le départ définitif est annoncé
ou après une absence de Suisse de six mois. Sur demande
présentée avant l'échéance du
délai de six mois, celui-ci peut être prolongé
jusqu'à deux ans.
Si vous êtes prêt à accepter les dispositions
énoncées ci-dessus, j'ai l'honneur de vous proposer
que la présente lettre et votre réponse constituent
un Accord entre le Portugal et la Suisse sur le traitement
administratif des ressortissants portugais et suisses ayant
résidé d'une manière régulière
et ininterrompue pendant cinq ans sur le territoire de l'autre
État. Le dit Accord entrera en vigueur le 1er juillet
1990, après que chacune des parties aura communiqué
à l'autre que les exigences constitutionnelles requises
sont accomplies. Il pourra être dénoncé
par chacune des parties moyennant un préavis de six
mois.
J'ai l'honneur de vous faire part de l'accord
de mon Gouvernement sur ce qui précède.
Veuillez agréer, Madame la Présidente, l'assurance
de ma haute considération.
Klaus Hug.
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